Acordo ortográfico: um erro ou indispensável?
Ora bem, senhores leitores o que eu acho sobre o acordo ortográfico, é que por uma razão é bom pois é aquela aliança que Portugal tem com o Brasil, principalmente com o poder económico que o Brasil tem agora.
Mas se pensarmos bem, Portugal e o Brasil não têm muito em comum: para além da língua, quer dizer, nem isso é bem igual, pois no Brasil aquilo que eles falam é um português “com sotaque” e o facto de serem países... mais nada, têm diferentes presidentes, têm diferentes exércitos, diferentes polícias, diferentes hospitais, tudo diferente… eu até compreendo, pois é uma questão política, mas não acham que seria mas fácil se o nosso ainda primeiro-ministro Sócrates (que não sabemos se vai ganhar as eleições (5 de Junho) fizesse um monumento a homenagear o Brasil?
Portugal devia continuar com a actual ortografia e quem devia se adaptar a ela era o Brasil, pois como todos sabem foi Portugal que descobriu o Brasil, e não ao contrario. E se isto não tivesse acontecido o Brasil não falaria a nossa língua, o mais provável era que se falasse espanhol ou outra língua qualquer. Mas não, é Portugal que tem que mudar, e eu, como aluno vou ter que mudar todas as minhas bases só porque os linguísticos querem mudar a actual ortografia de Portugal… mas como os portugueses são muito pacíficos, não fazem nada contra o que se está a passar.
Entre isto tudo até que os alunos não são o maior problema, mas sim as pessoas mais velhas como por exemplo: os professores, os funcionários, os arquitectos (Ah, desculpem-me não se escreve arquitectos, mas sim arquitetos; fica muito esquisito não acham?). Continuando…eles que toda a sua vida escreveram como a actual ortografia mandava, e agora já não basta o trabalho que tem para fazer, também têm que se preocupar se a palavra tem um “p” a mais ou um “c” a mais.
O acordo ortográfico é mais uma daquelas decisões que o governo tomou, só para nos “lixarem” (desculpem a expressão, mas não há melhor palavra para o descrever) a vida, ainda por cima nesta época difícil que todos estamos a atravessar, na qual as pessoas só pensam em trabalhar para sustentar a sua família, e terem forma de pôr comida todos os dias na mesa. Mas se pensarmos bem o trabalho tornasse um pouco mais difícil se estamos constantemente a pensar se esta ou aquela palavra estão bem escritas ou não.
Comentem!
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| André Rosa |

Uma crónica boa e muito interessante
ResponderEliminarQuando me alistei pensei que seria mais um daqueles blogs que falava sobre a vida do autor, mas este não logo na primeira publicação chama atenção de factos importantes, concordo totalmente com a crónica.
ResponderEliminarEspero que para a semana seja tão bom como o desta semana
Obrigada, André, por me teres dado a conhecer o teu blogue.
ResponderEliminarParabéns pelo facto de o teres criado e por iniciares logo com um artigo de opinião.
No meu Agrupamento de escolas já há algum tempo que utilizamos a nova escrita e é tudo uma questão de hábito. Um dado é certo: para os mais novos que estão a iniciar a escrita, é mais fácil, pois os "c" e "p" que não se leem, eram de difícil explicação.
Um abraço muito grande, cheio de ternura,
Filomena
Resposta ao comentário da família Giroflé:
ResponderEliminarO que defendo nem é tanto a renovação da nossa escrita pois como disse era uma questão de hábito, mas sim o facto de ser Portugal a mudar. Acrescento que não só as palavras mudaram, mas quase toda a gramática também o fez.
Todos os estudantes que iniciaram a escola, pelo menos, dois anos antes da aprovação do acordo ortográfico, agora vão ter que "esquecer" tudo o que lhes foi ensinado em relação à gramática, e reaprender a sua nova utilização.
André Rosa
Parabéns André pelo desafio corajoso a que te propuseste.
ResponderEliminarEspero e desejo que a tenhas a persistência necessária para não o abandonares e continuares com as tuas Crónicas crónicas cronicamente...
Mas relativamente ao que opinaste discordo num aspecto se calhar de somenos importância. Na minha modesta opinião Portugal deve ter orgulho enquanto país que originou uma língua que creio ser a 5ª mais falada do mundo. No entanto com a globalização e a "inglesização" do mundo, fruto da facilidade de aprendizagem dessa língua, creio que temos que nos adaptar de modo a que a nossa língua não se perca de vez, porque como nada é eterno, lembro apenas que o latim morreu, e no entanto já foi a língua mais falada do planeta, assim creio que para o português sobreviver tem que fazer concessões, tem que se globalizar, e é neste aspecto que penso ter sido cometido um erro, porque com as alterações do modo como as palavras são escritas todos acabamos por nos adaptar, mas o que acho estranho é não ter havido coragem para que a escrita fosse igual em todo o universo PALOP (países onde se fala português), estranho que o critério tivesse sido adoptado pelo facto de se pronunciar ou não as consoantes, em cada país, isto como exemplo, e não o de uniformizar a forma de escrever as mesmas palavaras para todo o universo PALOP.
Para aumentar o universo escrito em português, na tentativa de não permitir que a nossa língua morra, e sei que qualquer que seja o modo de se escrever com o tempo acabaremos por nos adaptar, como se adaptaram os nossos avós e pais e demais antepassados às alterações que a nossa língua tem vindo a sofrer ao longo dos tempos, podendo ser argumentado que estas são mais abruptas que as anteriores, mas nos tempos que correm temos aprendido a adaptarmo-nos cada vez mais depressa a novas circunstâncias... (como é óbvio escrevi na forma de escrita antiga, não por rebeldia, mas por hábito, sei que mais dia menos dia deixarei de escrever assim...)
Meu caríssimo imperador André:
ResponderEliminarParabéns pelo teu blogue.
Sobre a tua coragem e persistência em o manteres, subscrevo a opinião do teu pai.
Espero que estejas aberto à crítica e que isso em vez de te fazer desistir, seja, antes pelo contrário, um desafio ao teu crescimento. Acredita que muitas vezes é mais importante um não que nos faz questionar e crescer, do que um sim pouco sincero, ou pouco pensado, que só contribui para continuarmos num possível erro em que tenhamos caído.
Por exemplo, sobre o que tu escreveste, eu estou mais de acordo com a Mena e com o teu pai.
Repara que a língua tal como a falamos e escrevemos está cheia de francesismos e de anglicismos. Não fora assim e a nossa língua era como o latim, ou o grego clássico. Nós devemos estar abertos à influência do brasileirismo e do africanismo. A tua intenção não foi o que parece: resquícios de antigos colonizadores. Não fosse o português falado e escrito pelos tais duzentos milhões (brasileiros, angolanos, moçambicanos, sãotomenses, guineenses, cabo-verdianos) e já tínhamos sido, possivelmente, completamente colonizados pelos espanhóis, ingleses, etc.
Tu, como jovem, mantêm um espírito aberto, embora crítico e pensa no que podemos dar para que o português seja uma língua cada vez mais falada e rica.
Mais uma vez Parabéns e CONTINUA!
Um abraço do tio orgulhoso,
zé manel
não percebi lá grande coisa, mas desde que o sócrates não ganhe as eleições tá tudo fixe!!
ResponderEliminarmh.
Parabéns André, por esta corajosa incursão no mundo virtual da escrita. Coragem, é precisamente o que te desejo, para expressares sempre livremente a tua opinião, por mais ou menos contestada ou criticada que possa vir a ser. Até agora, não há aqui nenhuma crítica nos comentários que li, apenas mensagens de incentivo e felicitação e algumas opiniões que podem não ser exa(c)tamente iguais à tua mas que não são nem mais nem menos válidas. Continua. Um abraço de Angola, do teu primo, Nuno
ResponderEliminara escrita é uma tentativa de representação da língua. as pessoas confundem evolução da língua com mudanças na sua representação / escrita . farmácia ou pharmacia dá no mesmo, foneticamente . a língua não evoluiu, a escrita é que se alterou. entretanto continuam QUASE todos alegre e erradamente a dizer: fizestes, comestes, cheirastes, lambestes, gostastes, enquanto criticam o facto de já não se escreverem umas consoantes que há muito tempo não se liam. mudar é SEMPRE uma chatice. e se de repente te chamasse " garboso infante" eras capaz de me chamar o quê ? choné ? não sabes o que isso é ? pois, isso é que é a tal de "EVOLUÇÃO". bem e agora se me dás licença vou beber qualquer coisinha. é que eu sou anónimo E alcoólico, acho que os brasileiros dizem alcoólatra !!! acho que não corremos esse risco
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